Reflexos
Será que estamos preparados para sermos nós mesmos, com a alma despida dos preconceitos, medos e julgamentos? Conseguiremos caminhar pelas palavras sinceras sem nos ferirmos com espinhos ou escorregarmos na espuma da falsa brandura?
Somos livres para pensar, sonhar, querer, concordar, discordar e, acima de tudo, viver dignamente segundo os desejos de nosso espírito plenamente expresso e livre de preconceitos
Será que estamos preparados para sermos nós mesmos, com a alma despida dos preconceitos, medos e julgamentos? Conseguiremos caminhar pelas palavras sinceras sem nos ferirmos com espinhos ou escorregarmos na espuma da falsa brandura?
Postado por
Rafa Barros
às
23:22
6
comentários
Postado por
Rafa Barros
às
01:34
0
comentários
Postado por
Rafa Barros
às
20:39
0
comentários
Uma das artes mais difíceis para o ser humano é perdoar. Não apenas o erro alheio, mas o sentimento de culpa que vez por outra atormenta nossa consciência por aquilo que poderíamos ter feito melhor ou simplesmente pelo que deixamos de ser.
O auto-perdão é tão ou mais importante do que o perdão às falhas dos outros, porque nos livra das amarras da culpa. É, antes, um ato de desprendimento do ego, sempre a nos cobrar perfeição no agir, sucesso nos afazeres, defesa do espaço - tangível ou não -, preservação da autenticidade e manutenção do status.
A auto-punição corrói reações psíquicas e as relações pessoais. Põe fim a amizades, desata casamentos e limita o agir. Apenas por querer preservar nossas máscaras sociais ou prestar contas de nossa pseudo-integridade, punimos inconscientemente nosso campo mental e flagelamos sutilmente nosso corpo perante o ambiente que deveria nos acolher.
Diante da impotência do não-perdoar, ora tendemos à depressão, ora atiramos contra o mundo, espelhando nos que nos cercam nossas próprias carências, construindo assim falsos pontos de apoio para levarmos nosso dia-a-dia com cacos mal-juntados de personalidade.
Não devemos ser tão rígidos com nossa integridade. A fragmentação do eu em diversas personas - o eu-pai, o eu-filho, o eu-amigo, o eu-empregado - é necessária à nossa sobrevivência em um mundo que nos cobra rapidez, desempenho e resultados.
Mas a desculpabilização como exercício diário nos faz reler nossos atos sob uma perspectiva menos dolorosa. Aos poucos, nos damos conta de nossas máscaras punitivas ou evasivas e preparamos nossas almas para uma integridade fluente que vai além das imposições e restrições auto-sugeridas.
A partir daí, a consciência tende a rumar à generosidade e, quando menos nos damos conta, já sabemos sorrir para nossos acertos e jurar amor eterno aos erros que nos fazem crescer.
Postado por
Rafa Barros
às
11:32
0
comentários